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Crack é usado por uma em cada cem crianças no Brasil

Fundação Oswaldo Cruz chama a atenção do tema por meio de pesquisas, livro e documentário

O crack chegou sem cerimônia às nossas cidades e hoje se impõe nas ruas, escolas e lares do Brasil. Ceifa vidas e destrói famílias com uma violência sem tamanho. O tema, portanto, por mais espinhoso que seja, precisa ser enfrentado. Uma instituição que está colocando o dedo nessa ferida é a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). Pesquisas conduzidas pela instituição sobre o crack indicam que perto de 1% das crianças e adolescentes urbanas no Brasil já é usuário da droga.

Tânia Rego/Agência Brasil
Tânia Rego/Agência Brasil

Alarmada pela dimensão do problema que se apresenta de Norte a Sul no País, a Fiocruz vem provocando o debate em várias frentes. No início deste ano, sua editora publicou o livro Crianças, Adolescentes e Crack – Desafios para o Cuidado, organizado pela pesquisadora Simone Gonçalves de Assis. Ela chama a atenção para o fato de que o principal motivo que leva crianças e adolescentes a casas de apoio nos mais diversos municípios é o consumo de drogas por parte de seus pais.

Além do livro, um documentário

Em julho passado, a Fundação Oswaldo Cruz lançou, também, o documentário Crack Repensar. O documentário, de 25 minutos, tem depoimentos de especialistas e aborda temas como dependência, redução de danos, encarceramento e internação compulsória.

É bom ter em conta que a postura da instituição é antiproibicionista. Ou seja, é contrária à “guerra” do Estado às drogas e da promoção do isolamento dos usuários. A Fundação tem como partida a perspectiva de integração dos dependentes à sociedade. Segundo o vice-presidente da Fiocruz, Vancler Rangel, responsável pelo programa institucional sobre álcool, crack e outras drogas da Fundação, é preciso tratar a questão das drogas no País como uma questão de saúde pública.

Por Ana Cecília Americano

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